Brasília, 3 de abril de 2025
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) instaurou um Procedimento Administrativo de Apuração de Ato de Concentração para avaliar o acordo de codeshare firmado entre GOL Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas. A parceria, anunciada em maio de 2024 e implementada em julho, permitirá que as companhias compartilhem códigos de voos, interliguem suas malhas aéreas e ofereçam novas opções de rotas para os passageiros.
A análise do CADE visa determinar se a cooperação entre as duas gigantes do setor pode impactar a concorrência no mercado aéreo brasileiro. Segundo as empresas, o codeshare trará benefícios ao consumidor ao expandir as conexões disponíveis e tornar o transporte aéreo mais acessível.
Ampliação de rotas e benefícios aos passageiros
O acordo contempla, inicialmente, 40 rotas domésticas não sobrepostas, operadas exclusivamente por uma das companhias. Com essa integração, os clientes terão acesso a mais opções de voos e horários, melhorando a conectividade em diversas regiões do país.
Outro ponto positivo para os passageiros é a integração dos programas de fidelidade. Agora, será possível acumular milhas tanto no Smiles, da GOL, quanto no Azul Fidelidade, ao viajar em qualquer trecho compartilhado. Essa novidade aumenta as vantagens para clientes frequentes, oferecendo maior flexibilidade na escolha de trechos e no resgate de benefícios.
Impacto no mercado e posicionamento do CADE
Embora a parceria seja vista como inovadora, especialistas apontam que a união de forças entre as concorrentes pode gerar concentração de mercado, reduzindo a competitividade no setor. O CADE analisa se essa cooperação trará vantagens reais para os consumidores ou se poderá restringir a concorrência ao dificultar a entrada de novas companhias no mercado.
GOL e Azul argumentam que a aliança tem potencial para otimizar a demanda, reduzir custos operacionais e melhorar a experiência do usuário, garantindo mais opções de voos sem prejudicar o equilíbrio do setor. No entanto, a decisão do CADE será fundamental para definir o futuro da parceria e seu impacto no transporte aéreo nacional.
Se aprovado pelo CADE sem restrições, o acordo poderá inaugurar uma nova fase para a aviação comercial no Brasil, com maior eficiência operacional e mais opções de voos para os passageiros. Por outro lado, se o órgão identificar riscos à concorrência, podem ser impostas condições para a continuidade da parceria.
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