Fabricantes de caminhões de bombeiros são alvo de ações por suposto cartel nos EUA

Brasília, 5 de novembro de 2025

Um grupo de fabricantes norte-americanas de caminhões de bombeiros está no centro de uma disputa judicial que cresce a cada semana. As empresas Oshkosh Corporation, REV Group e Rosenbauer America foram acionadas por diversos municípios dos Estados Unidos sob a alegação de que teriam formado um cartel para fixar preços, inflando o custo de veículos essenciais para o combate a incêndios.

A Newstead Fire Company, de Nova York, apresentou recentemente uma ação federal no estado de Wisconsin — o mesmo onde já tramitam outros dois processos semelhantes. O primeiro caso foi movido em agosto pela cidade de La Crosse, também em Wisconsin, seguido por uma ação da cidade de Augusta, no estado do Maine. As ações coletivas reúnem departamentos de bombeiros locais que alegam ter pago valores muito acima do mercado devido à atuação coordenada das fabricantes.

Um juiz responsável pelos casos determinou uma pausa de 60 dias nas ações, para permitir que os autores coordenem estratégias jurídicas. Documentos judiciais apontam que novos processos deverão ser apresentados em breve.

Empresas negam irregularidades e defendem práticas

As companhias rejeitaram as acusações. Em comunicados oficiais, Oshkosh, REV Group e Rosenbauer America afirmaram que as alegações são “sem fundamento” e que seguem atuando de forma ética e transparente. A Oshkosh acrescentou que vem ampliando investimentos em suas operações nos Estados Unidos para atender à “demanda recorde” por caminhões de emergência.

Os autores dos processos sustentam que desde 2016 as empresas e a associação setorial teriam trocado informações confidenciais e combinado estratégias para limitar a produção, o que teria resultado na elevação expressiva dos preços. 

Segundo as ações, o custo médio de um caminhão de bombeiros dobrou na última década — caminhões-pipa passaram a custar cerca de US$ 1 milhão, enquanto os modelos com escada chegam a ultrapassar US$ 2 milhões. Com orçamentos limitados, diversas cidades afirmam ter sido obrigadas a manter veículos antigos em operação, comprometendo a segurança pública e o atendimento a emergências.

Pressão política e pedidos de investigação federal

A polêmica repercutiu no Congresso americano. Em abril, os senadores Jim Banks e Elizabeth Warren divulgaram uma carta em que associam o aumento dos preços à concentração de mercado promovida por fundos de investimento. O principal alvo das críticas foi o American Industrial Partners, grupo de private equity que desde 2006 adquiriu uma série de fabricantes independentes do setor. O fundo, que não é réu nas ações judiciais, preferiu não comentar o caso.

Meses depois, o sindicato nacional dos bombeiros pediu ao Departamento de Justiça (DOJ) e à Comissão Federal de Comércio (FTC) que abrissem uma investigação antitruste sobre o setor. Até o momento, as autoridades federais não se manifestaram publicamente.

Consequências possíveis para o setor

Os processos pedem indenizações triplicadas, conforme prevê a lei antitruste dos EUA, além de ordens judiciais que impeçam novas práticas anticoncorrenciais. Se as alegações forem confirmadas, o caso pode se tornar um divisor de águas no mercado de veículos de emergência, com potencial para redefinir os padrões de concorrência e o relacionamento entre fabricantes e administrações públicas.

Fonte: Reuters

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PATROCINADOR: DOU DO CADE

CADE avança em investigação sobre possível cartel no mercado de trabalho

Brasília, 5 de novembro de 2025

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/CADE) deu prosseguimento à investigação sobre possíveis práticas anticompetitivas no mercado de trabalho brasileiro. O processo administrativo instaurado de ofício pelo CADE apura se grandes empresas de diversos setores trocaram informações sensíveis sobre empregados e políticas trabalhistas, o que poderia caracterizar uma restrição à concorrência por mão de obra.

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PATROCINADOR: DOU DO CADE

Kimberly-Clark anuncia compra da Kenvue por US$ 40 bilhões em meio a controvérsias com Tylenol

Brasília, 4 de novembro de 2025

A Kimberly-Clark anunciou nesta segunda-feira (3) a compra da Kenvue, ex-subsidiária da Johnson & Johnson, por cerca de US$ 40 bilhões, em uma das maiores aquisições do setor de bens de consumo dos últimos anos. A transação ocorre em meio a um cenário delicado para a fabricante do Tylenol, envolvida em disputas judiciais e questionamentos sobre a segurança do medicamento.

Logo após o anúncio, as ações da Kimberly-Clark sofreram forte queda, refletindo a preocupação de analistas com o prêmio de 46% pago pela companhia. A percepção é de que o grupo “pode estar comprando um ativo problemático”. Enquanto isso, os papéis da Kenvue dispararam quase 20%, impulsionados pelo alívio de investidores que há meses pressionavam a empresa por alternativas estratégicas — incluindo a venda parcial de marcas.

Tylenol volta ao centro das controvérsias

A aquisição ocorre em meio à turbulência gerada por acusações ligando o uso do Tylenol durante a gravidez a casos de autismo infantil — uma hipótese sem respaldo científico, mas que ganhou força após declarações do presidente Donald Trump.

As afirmações contribuíram para uma queda de 11% nas vendas do analgésico nos Estados Unidos entre setembro e outubro, segundo relatório do BNP Paribas. Além disso, a Kenvue enfrenta centenas de ações judiciais por supostos danos causados tanto pelo Tylenol quanto por produtos à base de talco.

Sinergias e riscos calculados

Apesar da controvérsia, a Kimberly-Clark vê na aquisição uma oportunidade de ganhar escala e diversificar receitas. A empresa estima sinergias de US$ 2,1 bilhões por ano e uma receita combinada próxima de US$ 32 bilhões, impulsionada por marcas fortes como Listerine, Aveeno e Neutrogena.

Especialistas avaliam que o portfólio complementar das duas companhias — presentes lado a lado nas prateleiras de farmácias e supermercados — justifica parte da aposta, ainda que o passivo jurídico da Kenvue represente um desafio considerável.

Mudança de rumos e financiamento

A operação faz parte da estratégia de “transformação” da Kimberly-Clark, que recentemente vendeu parte de seu negócio internacional de papéis higiênicos à brasileira Suzano para liberar capital e focar em produtos de maior valor agregado.

De acordo com o acordo firmado, os acionistas da Kenvue receberão US$ 3,50 em dinheiro e 0,15 ação da Kimberly-Clark por cada papel detido. O fechamento da transação está previsto para o segundo semestre de 2026, e será financiado por uma combinação de caixa e dívida, com apoio do banco JPMorgan Chase.

Caso o negócio seja desfeito, está prevista uma multa de US$ 1,12 bilhão para qualquer uma das partes. Após o fechamento, Mike Hsu, atual CEO da Kimberly-Clark, assumirá também o comando da companhia resultante.

Um movimento de alto risco

Para parte do mercado, o negócio marca uma aposta de longo prazo em marcas reconhecidas que vinham sendo negociadas a preços baixos por causa das controvérsias recentes. No entanto, outros analistas enxergam a operação como prematura, considerando que a Kimberly-Clark ainda passa por reestruturação e enfrenta um consumidor cada vez mais sensível a preços.

A fusão, se bem-sucedida, poderá redefinir o mapa global do setor de higiene e cuidados pessoais — mas também testará a capacidade da nova gigante de equilibrar crescimento e reputação em um ambiente de forte escrutínio público.

Fonte: Reuters

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CADE prorroga prazo em investigação sobre cartel de medidores de energia elétrica

Brasília, 4 de novembro de 2025

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) publicou decisão referente ao processo administrativo que investiga um suposto cartel no mercado de medidores de eletricidade no Brasil. A decisão, assinada pelo conselheiro-relator Carlos Jacques Vieira Gomes, prorroga por cinco dias o prazo concedido às empresas e pessoas físicas representadas para apresentação de informações complementares solicitadas em despacho anterior.

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Agências Reguladoras

Pfizer leva à Justiça dos EUA disputa bilionária com Novo Nordisk por fabricante de remédio para obesidade

Brasília, 3 de novembro de 2025

A farmacêutica Pfizer entrou com um processo judicial contra a Metsera e a Novo Nordisk, alegando quebra de contrato após a empresa de biotecnologia norte-americana considerar a oferta da dinamarquesa como “superior”. O caso foi apresentado à Justiça de Delaware, nos Estados Unidos, e envolve uma disputa bilionária pelo controle de uma promissora desenvolvedora de medicamentos para perda de peso.

A Pfizer pediu à Justiça uma ordem restritiva temporária para impedir a Metsera de rescindir o acordo de fusão firmado entre as duas companhias. A farmacêutica também busca manter a votação dos acionistas da Metsera, marcada para o dia 13 de novembro, enquanto tenta renegociar os termos do negócio.

O processo foi aberto poucos dias após a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) conceder aprovação antitruste antecipada à proposta de aquisição da Metsera pela Pfizer, avaliada em US$ 7,3 bilhões. A decisão encerrou, antes do prazo previsto, o período de análise estabelecido pela legislação antitruste norte-americana.

Disputa começou em 2024

De acordo com o processo, o interesse por parte de Pfizer e Novo Nordisk na aquisição da Metsera remonta ao início de 2024. A dinamarquesa, conhecida pelos medicamentos Wegovy e Ozempic, busca recuperar espaço no mercado de tratamentos para obesidade, atualmente dominado por concorrentes como a Eli Lilly.

A Metsera desenvolve terapias experimentais que, segundo analistas, podem gerar até US$ 5 bilhões em receitas anuais. Já a Pfizer, que ainda não possui um medicamento para emagrecimento no portfólio, vê na aquisição uma oportunidade de entrar em um mercado estimado em US$ 150 bilhões e compensar a queda nas receitas ligadas à COVID-19.

Alegações de violação contratual e preocupações regulatórias

A Pfizer sustenta que a oferta mais recente da Novo Nordisk, de US$ 8,5 bilhões, constitui uma tentativa indevida de uma empresa dominante de eliminar a concorrência no setor. Além disso, acusa a Metsera de violar cláusulas contratuais de não solicitação, ao supostamente negociar com a Novo antes de formalizar a comunicação do novo lance.

O documento também aponta possível pré-coordenação entre as empresas, mencionando contatos da Novo Nordisk com autoridades dos EUA sobre questões regulatórias e um pedido de dispensa de conflito de interesse apresentado pelo escritório jurídico da Metsera — dias antes da proposta dinamarquesa vir a público.

Questões de segurança nacional e pedido de indenização

A Pfizer destacou em sua ação o fato de ser uma empresa americana e argumentou que a aquisição da Metsera pela Novo Nordisk, uma concorrente estrangeira, poderia atrair a atenção do Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos (CFIUS) — órgão que analisa transações internacionais sob a ótica da segurança nacional.

A farmacêutica pede que a Justiça declare que a proposta da Novo Nordisk não constitui uma oferta superior, além de solicitar indenização por danos e medidas cautelares contra a Metsera.

Fonte: Reuters

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Brasília, 3 de novembro de 2025

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/CADE) recebeu para análise o ato de concentração sumário envolvendo o BTG Pactual LogCP Fundo de Investimento Imobiliário (BTG LogCP FII) e três sociedades de propósito específico (SPEs) controladas pela LOG Commercial Properties e Participações S.A. (LOGCP) — a Log Ribeirão Preto SPE Ltda., Jundiaí I Incorporação SPE Ltda. e Log Natal SPE Ltda.

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China autoriza transferência do TikTok e acordo deve avançar nos EUA

Brasília, 31 de outubro de 2025

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou nesta quinta-feira (30) que a China deu sinal verde para o acordo de transferência das operações do TikTok. A medida representa um novo capítulo nas negociações entre Washington e Pequim sobre o futuro do aplicativo de vídeos curtos, utilizado por cerca de 170 milhões de norte-americanos.

Em entrevista à rede Fox Business, Bessent afirmou que o processo de aprovação foi concluído durante reunião em Kuala Lumpur, logo após o encontro entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. Segundo o secretário, a expectativa é de que a transação avance nas próximas semanas, encerrando um impasse que se arrasta há mais de um ano e meio.

Entenda o impasse entre EUA e China sobre o TikTok

As discussões sobre o controle do TikTok começaram em 2024, quando o Congresso dos EUA aprovou uma lei exigindo que a controladora chinesa ByteDance vendesse os ativos da plataforma no país. O objetivo era garantir que os dados dos usuários norte-americanos ficassem fora do alcance de Pequim, em uma disputa que envolve tanto segurança nacional quanto soberania digital.

Com a nova legislação, a ByteDance recebeu prazo até janeiro de 2025 para concretizar a venda. Caso contrário, o aplicativo seria banido do território americano.

Estrutura do novo acordo e supervisão tecnológica

Em setembro deste ano, Trump assinou uma ordem executiva reconhecendo que a proposta de venda atendia aos requisitos da lei e estendendo o prazo final de implementação para janeiro de 2026. O documento também estabeleceu diretrizes para garantir que o algoritmo do TikTok — principal ativo tecnológico da plataforma — fosse adaptado e supervisionado por empresas parceiras dos Estados Unidos.

O plano prevê que a nova empresa responsável pelas operações do aplicativo em território americano tenha um conselho composto por sete integrantes, sendo seis norte-americanos e um indicado pela ByteDance. A companhia chinesa manterá uma participação minoritária, inferior a 20%, em conformidade com as exigências legais.

Congresso mantém cautela sobre o futuro da plataforma

Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda desperta desconfiança em parte do Congresso norte-americano. O deputado republicano John Moolenaar, que preside o Comitê Seleto sobre a China, manifestou preocupação com o possível licenciamento do algoritmo pela ByteDance, temendo que o arranjo preserve vínculos tecnológicos com a matriz chinesa.

Segundo ele, mesmo com a redução da participação societária, a manutenção de parte do código original poderia representar riscos à segurança de dados e à independência da operação americana do aplicativo.

Fonte: Reuters

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CADE aprova joint venture entre Mercantil do Brasil e Vertem

Brasília, 31 de outubro de 2025

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/CADE) aprovou, sem restrições, o ato de concentração envolvendo a Mercantil do Brasil Marketplace e Empreendimentos Imobiliários S.A. e a Vertem Soluções de Engajamento Ltda. A decisão foi formalizada em despacho assinado pelo superintendente-geral Alexandre Barreto de Souza nesta terça-feira (28).

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Disney conclui aquisição da Fubo após aval do Departamento de Justiça dos EUA

Brasília, 30 de outubro de 2025

A Walt Disney Company concluiu a aquisição de participação majoritária na plataforma de streaming esportivo Fubo, após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) encerrar a análise antitruste do negócio e autorizar a operação. Com o fechamento da transação, a Disney passa a deter cerca de 70% da Fubo, que será incorporada ao serviço Hulu + Live TV. Os acionistas atuais da Fubo permanecerão com os 30% restantes. 

Segundo as empresas, a fusão cria o sexto maior provedor de TV paga dos EUA, com aproximadamente 6 milhões de assinantes e uma oferta de mais de 55 mil eventos esportivos ao vivo. O anúncio impulsionou as ações da Fubo, que registraram alta superior a 19% nas negociações prévias à abertura do mercado.

Avaliação antitruste e encerramento de disputa judicial

O resultado da investigação do DOJ, iniciada em abril deste ano para apurar eventuais riscos à concorrência, foi anunciado nesta quarta-feira (29). Fontes próximas ao caso indicam que o prolongado fechamento parcial do governo federal, que chegou à quarta semana, contribuiu para acelerar o encerramento do processo de revisão.

O acordo, inicialmente anunciado em janeiro de 2025, prevê um pagamento de US$ 220 milhões à Fubo e um empréstimo adicional de US$ 145 milhões a ser liberado no próximo ano.

A aquisição também põe fim a um litígio iniciado pela Fubo contra a Disney, a Fox e a Warner Bros. Discovery. A empresa havia acionado as concorrentes na Justiça sob a alegação de que o projeto conjunto Venu Sports — plataforma de streaming esportivo que acabou sendo cancelada — violava as leis antitruste norte-americanas. Com o acordo, as partes desistiram das ações judiciais, encerrando o impasse que impedia o lançamento do serviço.

Críticas e preocupações concorrenciais

Apesar da aprovação, o negócio enfrentou oposição de concorrentes e parlamentares. As operadoras de TV via satélite DirecTV e EchoStar enviaram manifestações ao tribunal federal afirmando que a operação não resolve os problemas de concorrência e que a Disney teria apenas “comprado a cooperação” da Fubo.

A senadora Elizabeth Warren também criticou a decisão, classificando-a como uma manobra para “eliminar um concorrente e contornar a Justiça”. Segundo ela, a aprovação do governo “abre caminho para preços mais altos e menos opções aos consumidores”.

Fonte: Front Office Sports

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Brasília, 30 de outubro de 2025

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/CADE) aprovou, sem restrições, a aquisição de um ponto comercial da Cencosud Brasil Comercial Ltda. pela Cema Central Mineira Atacadista Ltda. O caso foi analisado sob o rito sumário, e recebeu parecer favorável por não apresentar riscos concorrenciais relevantes.

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