CRA debate regulamentação ferroviária e rastreabilidade de agrotóxicos

O debate na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) deverá abordar entraves técnicos, e também os caminhos para integrar ferrovias a outros modais de transporte, criando uma logística mais eficiente e produtiva para o agronegócio.

Publicado em 03/07/2025 às 09h53 – Atualizado em 04/07/2025 às 09h54

Durante a reunião da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), na última quarta-feira (2), os senadores aprovaram dois requerimentos envolvendo o futuro da produção agropecuária no Brasil. Uma das propostas trata sobre a regulamentação e fiscalização do transporte ferroviário de cargas, enquanto a outra dispõe sobre a rastreabilidade de defensivos agrícolas.

Transporte ferroviário: gargalos e potencial

O primeiro requerimento (REQ 29/2025 – CRA), apresentado pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), presidente da comissão, propõe uma audiência pública para discutir o papel do transporte ferroviário no escoamento da produção agropecuária brasileira. No entanto, a data do encontro ainda será definida.

Segundo Marinho, o transporte ferroviário é “estratégico para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade do setor”, mas enfrenta diversos gargalos que comprometem seu pleno potencial:

“Como a baixa integração entre modais, a necessidade de regulamentação clara sobre o compartilhamento da infraestrutura, os entraves para novos investimentos privados e públicos e a falta de transparência e eficiência nos processos de fiscalização e operação”, apontou o senador no requerimento.

O debate deverá abordar entraves técnicos, e também os caminhos para integrar ferrovias a outros modais de transporte, criando uma logística mais eficiente e produtiva para o agronegócio.

Rastreabilidade de agrotóxicos

Além da questão ferroviária, a CRA também aprovou o REQ 30/2025 – CRA, de autoria do senador Marcos Rogério (PL-RO), solicitando informações ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre a portaria que institui o Programa Nacional de Rastreabilidade de Produtos Agrotóxicos e Afins.

O programa visa acompanhar a trajetória dos defensivos agrícolas desde a produção até o uso final, buscando mais controle para os produtores do setor. Para Rogério, o tema é de grande sensibilidade para produtores rurais:

“A intenção do requerimento é buscar entender qual foi a instrução do ministério para publicação da portaria, que vai ter impacto na vida de quem trabalha, produz”, destacou o senador.

Desafios e oportunidades

A expectativa é que as discussões reúnam especialistas, representantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil para construir soluções alinhadas às demandas do mercado agrícola.

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