FTC mira algoritmos que cobram mais de cada cliente

EUA propõem regras contra falta de transparência na "precificação de vigilância. A polêmica da precificação personalizada.

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) estuda exigir transparência no uso de dados pessoais para precificação personalizada, classificando a falta de revelação como potencial infração à lei de ações enganosas. A “precificação de vigilância” utiliza algoritmos para cruzar dados individuais e cobrar o máximo que cada consumidor aceita pagar.

“Quando os consumidores veem um preço listado, esperam que seja o mesmo preço que todos os outros veem, não a estimativa do varejista de quanto estão dispostos a pagar com base em seus dados pessoais”, disse o presidente da FTC, Andrew Ferguson.

“A FTC não tem autoridade legal para proibir preços personalizados em todas as circunstâncias, mas empresas que não informam aos consumidores como seus dados pessoais estão sendo usados para definir um preço podem estar violando a Lei da FTC e outras leis que aplicamos. Estamos buscando a opinião pública sobre este rascunho de declaração, que alertaria empresas envolvidas ou considerando preços personalizados de que a FTC Trump-Vance não hesitará em aplicar a lei nesse espaço.”

A agência alertou para riscos de abusos em situações de vulnerabilidade, citando exemplos como cobranças elevadas em serviços de entrega para famílias grandes ou tarifas de hotéis aumentadas por necessidade. A proposta passará por consulta pública de 30 dias, refletindo um cerco global e investigações na Califórnia sobre o tema.

Compartilhe nas redes sociais