Brasília, 14 de outubro de 2025
Alteração em 14 de outubro de 2025 às 16h53
Na última segunda-feira (13), a Comissão Europeia anunciou, em site oficial, a aplicação de multas superiores a €157 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão) às grifes Gucci, Chloé e Loewe por fixação ilegal de preços de revenda no mercado de luxo. Segundo a investigação da autoridade antitruste da União Europeia (UE), as três empresas restringiram a liberdade de lojistas independentes, tanto físicos quanto online, de definir seus próprios preços para roupas, calçados, acessórios e artigos de couro.
Em abril de 2023, a entidade da concorrência da UE deu início às investigações e inspeções surpresas sobre as práticas irregulares, conhecidas como manutenção de preços de revenda (RPM). De acordo com as autoridades, as marcas impunham limites a descontos, controlavam períodos de liquidações e, em alguns casos, proibiam promoções. A Gucci, além das práticas listadas, também restringiu a venda online de determinados produtos.
As infrações ocorreram em diferentes períodos: de 2015 a 2023 no caso de Gucci e Loewe, e entre 2019 e 2023 no caso de Chloé. Embora as companhias tenham atuado separadamente, muitas das lojas afetadas comercializavam produtos de todas as marcas, o que ampliou o impacto sobre consumidores e concorrentes.
As multas foram calculadas com base na gravidade, duração e valor das vendas durante os anos de infração. Após cooperarem com a investigação e admitirem as práticas, as empresas obtiveram reduções significativas nas penalidades. A Gucci recebeu a maior multa, no valor de €119,6 milhões, seguida por Chloé, com €19,6 milhões, e Loewe, com €18 milhões.
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