Brasília, 03 de outubro de 2025
Na última quinta-feira (02), de acordo com a agência de notícias britânica Reuters, um tribunal da Holanda exigiu que a Meta ampliasse a transparência do algoritmo de recomendação de conteúdo do Instagram e do Facebook. “As pessoas na Holanda não têm condições suficientes de fazer escolhas livres e autônomas sobre o uso de sistemas de recomendação perfilados”, afirmou o órgão holandês.
O tribunal criticou o design das plataformas da Big Tech que, as “timelines” não apresentam clareza e, para a entidade holandesa, estão em desacordo com a Lei de Serviços Digitais da União Europeia. O sistema de recomendação dos aplicativos, nas palavras do órgão, apresenta um “padrão obscuro” que infringe o direito à liberdade de informação, já que os “feeds” das redes sociais não são transparentes com relação ao algoritmo.
Em resposta às exigências da entidade holandesa, de acordo com a Reuters, um porta-voz da empresa afirma que a Meta deve apelar da decisão. Além de defender as “mudanças substanciais” que realizaram nas estruturas das timelines, a Big Tech defende que apenas a Comissão Europeia e os reguladores em nível europeu são capazes de realizar as acusações.
“É inaceitável que alguns bilionários americanos da tecnologia possam determinar como vemos o mundo”, afirmou, Maartje Knaap, representante da Bits of Freedom, grupo holandês de direitos digitais que abriu o caso.O requerimento apresentado pelo tribunal da Holanda entra nos debates, que circulam no mundo, sobre a regulação das plataformas digitais, inclusive em solo brasileiro.
Notícia produzida com informações da agência de notícias Reuters.
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