A guerra dos algoritmos, os algoritmos da guerra ou ambos?

Sábado| 05 de março de 2022
O que se vem observando ao longo dos últimos anos é o desenvolvimento de algoritmos capazes de identificar, com grande sucesso, o entorno dos preços de reserva dos consumidores, os tipos de produtos e serviços que estes demandam, entre outras coisas.
A guerra dos algoritmos está posta!!!
Não é nenhuma novidade para os estudiosos do tema. Os efeitos concorrenciais das big techs está na ordem do dia de inúmeras pesquisas no passado recente, mas o que dizer dos algoritmos da guerra? Até onde eles podem ir? E quais são os reais motivos de se observar os movimentos de algumas big techs no conflito entre Rússia e Ucrânia?
É preciso não esquecer que a guerra que presenciamos e que atrai as atenções de milhões de pessoas, se dá, em grande medida, pelo acesso à internet via aplicativos de smartphones e de todos os tipos de computadores.
Estes acessos fornecem uma massa de dados dos indivíduos a respeito da guerra que pode parecer completamente dissociado daquilo que se está a inquietar parte da comunidade acadêmica, que são os efeitos benéficos e maléficos da economia digital. Só que não!!!
Também estão postos os algoritmos da guerra!!!
As razões para a elaboração destes instrumentos vão muito além de vencer a batalha campal entre exércitos. Eles, na verdade, se debruçam sobre os comportamentos dos indivíduos frente a “barbárie” de uma guerra real. Estes são importantes insumos para novos produtos e novos mercados.
Para pensar a guerra na atualidade é preciso ter olhos digitais. Que as guerras geram oportunidades de negócios presentes e futuros não é surpresa, mas o que não é palpável e mensurável são os efeitos sobre a sociedade da informação que se acumula com o conflito. Isto sim será uma surpresa!!!
