Anvisa apreende lotes falsificados de ômega 3 e creatina

A Anvisa proibiu e ordenou a apreensão de lotes específicos do Equaliv Ômega 3 e da Creatina DUX após as próprias fabricantes denunciarem a falsificação e a venda ilegal dos produtos.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição e uso do lote D25-2601441 do suplemento Equaliv Ômega 3, com validade até maio de 2028. A medida foi tomada após a própria fabricante do produto, a Althaia S.A. Indústria Farmacêutica, apresentar uma denúncia formal apontando a falsificação das unidades desse lote no mercado.

Restrições idênticas foram aplicadas ao lote K52354A do suplemento em pó Creatina DUX (sem sabor, pote de 300g), válido até abril de 2027. A detentora da marca, Dux Company Ltda., informou que não reconhece o lote em questão, o qual estava sendo vendido ilegalmente pela loja Charmozza Comércio e Indústria de Produtos na plataforma Mercado Livre. Ambas as decisões foram oficializadas pelas Resoluções RE 4.332/2026 e RE 4.333/2026 no Diário Oficial da União.

Agência proíbe suplementos irregulares

A Anvisa determinou a proibição e a apreensão de todos os suplementos alimentares fabricados pela empresa Bálsamo Jes Suplemento Natural Ltda. A medida rigorosa foi motivada pela ausência de notificação oficial junto ao órgão regulador e pela identificação de substâncias não autorizadas na composição das fórmulas. Além disso, a fabricante utilizava alegações terapêuticas e de saúde indevidas para promover seus produtos, o que resultou no veto completo à sua fabricação, distribuição, venda e publicidade no mercado nacional.

Paralelamente, a autarquia aplicou sanções idênticas ao produto Active Life, comercializado ilegalmente como um suplemento à base de colágeno, cúrcuma e cálcio de ostra. A Anvisa constatou que a regularidade sanitária do item não foi confirmada, além de apontar irregularidades em sua rotulagem, que exibia informações em língua inglesa e promessas de cura não permitidas pela legislação. As ações e restrições detalhadas foram oficializadas por meio das Resoluções RE 4.331/2026 e RE 4.334/2026.

Anvisa barra lotes falsificados de Mounjaro

A Anvisa proibiu a venda, distribuição e uso de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, ordenando sua apreensão imediata. A medida foi tomada após a farmacêutica Eli Lilly do Brasil Ltda. denunciar a circulação de unidades com rótulos fora do padrão e com lotes não reconhecidos pela empresa. A restrição atinge especificamente as seguintes apresentações: a versão de 2,5mg (lote KUSTR43969410), a de 5mg (lote B55010) e a de 15mg (lotes D810042, D838889 e 2138737).

Além disso, a fiscalização estendeu as proibições a uma série de medicamentos sem registro produzidos por fabricante desconhecida, incluindo as marcas Pygeum Oficialfarma, Unicpharma, Bioformulas, Swanson, Recover Farma e Nutricost, além do produto Pygeum isolado. As mesmas sanções foram aplicadas aos insumos Diluente Bacteriostático e Água Bacteriostática por falta de cadastro sanitário. Toda a ação regulatória, que atinge pessoas físicas, jurídicas e veículos de comunicação, foi oficializada pela Resolução RE 4.329/2026 no Diário Oficial da União.


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