Concorrência pelo Mundo

O Cade, a Comissão Europeia, a CMA britânica e a ACCC australiana impulsionam a defesa da concorrência no mundo ao acelerar o julgamento de fusões estratégicas e endurecer a fiscalização contra infrações de mercado.

O cenário de fusões e aquisições internacionais ganhou forte tração nesta semana, com autoridades antitruste da Europa, Reino Unido e América Latina intensificando a fiscalização sobre grandes transações de mercado. Em Bruxelas, a Comissão Europeia colocou sob forte escrutínio a criação de novas joint ventures industriais e simplificou processos corporativos de gigantes da consultoria global. Paralelamente, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) abriu investigações profundas em consolidações estratégicas de infraestrutura de fibra óptica e telecomunicações, sinalizando que a proteção à competitividade digital continua sendo prioridade máxima no continente europeia.

No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve o ritmo acelerado de julgamentos e focou suas atenções setores tradicionais e na conduta de entidades de classe. A autarquia aprovou, sem qualquer tipo de restrição, atos de concentração envolvendo grandes conglomerados bancários e a indústria nacional de vidros planos, liberando os investimentos sem entraves regulatórios. Por outro lado, o órgão demonstrou rigor na fiscalização de condutas anticompetitivas ao instaurar novos processos administrativos contra conselhos profissionais e ao aditar investigações de cartel em licitações públicas nos mercados de tecnologia e serviços gráficos.

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