Brasília, 2 de outubro de 2025
O embate judicial entre as plataformas de comércio eletrônico Shein e Temu ganhou novo capítulo em Washington (EUA). Nesta quarta-feira (1º), o juiz federal Timothy Kelly decidiu derrubar parte das acusações apresentadas pela Temu, que apontavam supostas práticas anticompetitivas e apropriação de informações sigilosas por parte da rival.
Segundo a decisão, essas alegações não podem prosseguir porque estão relacionadas a condutas ocorridas principalmente na China, fora do alcance da jurisdição norte-americana. Assim, foram retiradas da ação as queixas de violação das leis antitruste e de roubo de segredos comerciais.
Disputa por propriedade intelectual intensifica rivalidade no varejo digital
Apesar da vitória da Shein nesse ponto, o processo não foi encerrado. A Justiça manteve as acusações de que a empresa teria abusado de procedimentos de remoção de conteúdos, enviando milhares de notificações questionáveis para barrar anúncios de produtos da concorrente. Também permanecem em análise denúncias de infração a direitos autorais relacionados a jogos promocionais da Temu e de uso indevido de marcas registradas.
Originadas na China, as duas companhias se tornaram gigantes no e-commerce de baixo custo nos Estados Unidos. A Shein chegou primeiro e, de acordo com a Temu, já dominava cerca de 75% do mercado de moda rápida em 2022, ano em que sua concorrente iniciou as operações no país. Desde então, a disputa pela preferência do consumidor se intensificou.
Histórico de embates
Esta não é a primeira vez que Shein e Temu se enfrentam nos tribunais. Em uma ação anterior, já encerrada, a Shein acusou a rival de remunerar influenciadores digitais para divulgar informações enganosas sobre sua marca. A Temu, por sua vez, sustenta que a estratégia da concorrente busca limitar sua expansão por meio de intimidação e litígios frequentes.
Fonte: Reuters
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