Ecossistema de software empresarial da Microsoft na mira da Autoridade britânica da concorrência

A Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) do Reino Unido anunciou a abertura de uma investigação formal sobre o Status Estratégico de Mercado (SMS) do ecossistema de software empresarial da Microsoft. Este procedimento, o quarto sob o regime de concorrência digital britânico vigente desde janeiro de 2025, visa avaliar se a empresa detém poder de mercado significativo e se as práticas atuais limitam a escolha do consumidor.

A investigação, que deve ser concluída no prazo de 9 meses, foca no agrupamento de produtos, interoperabilidade e configurações padrão, abrangendo softwares como Windows, Word, Excel, Teams e a ferramenta de IA Copilot. A medida visa garantir que empresas e o setor público, com mais de 15 milhões de usuários comerciais no Reino Unido, tenham acesso a preços competitivos e inovação.

O cenário de atuação é crucial, pois o software de produtividade da Microsoft é considerado um “insumo essencial” para a economia britânica. A CMA informou que o rápido avanço da IA agente nas ferramentas de trabalho convencionais motiva o exame detalhado de como concorrentes podem ou não se integrar ao ecossistema Microsoft, impactando a concorrência no mercado.

Sarah Cardell, CEO da CMA, declarou que “o objetivo é entender como esses mercados estão se desenvolvendo e considerar que ação direcionada pode ser necessária”. Ela enfatizou a importância de assegurar que organizações do Reino Unido beneficiem de escolha e preços competitivos, marcando um foco contínuo na atuação da Microsoft em licenciamento de nuvem.

A Microsoft declarou estar “comprometida em trabalhar de forma rápida e construtiva com a CMA para facilitar sua revisão do mercado de software empresarial”, segundo porta-voz. A empresa busca cooperar com o regulador para demonstrar a conformidade de suas práticas de licenciamento com as regras de concorrência.

Empresas de tecnologia desafiantes, clientes e rivais são convocados pela CMA para prestar depoimentos sobre o impacto de práticas como o agrupamento de produtos, falta de interoperabilidade e configurações padrão. A investigação visa mitigar riscos de que concorrentes sejam prejudicados pela forte posição da Microsoft no setor de produtividade.

Paralelamente, a CMA optou por não iniciar uma investigação SMS formal sobre serviços de nuvem da Microsoft e Amazon agora, aceitando mudanças voluntárias nas taxas de egresso e interoperabilidade. No entanto, a investigação SMS de software empresarial, iniciada em maio de 2026, permite examinar como o licenciamento de software afeta a competição em nuvem, com decisão final esperada para fevereiro de 2027.

A investigação é um marco importante na regulação de big techs, seguindo inquéritos anteriores sobre Google e Apple. Para advogados e economistas, a ação ilustra o uso ativo dos novos poderes da CMA para realizar intervenções pró-concorrência e impor requisitos de conduta, focando especificamente em comportamentos de “empacotamento” de serviços.

Mais informações estão disponíveis na página do caso do ecossistema de software empresarial da Microsoft.

Conteúdo otimizado por IA – Gemini

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