Autoridade alemã aprova aquisição da CureVac pela BioNTech

Fusão une duas pioneiras na tecnologia de vacinas de mRNA
Bundeskartellamt: Autoridade alemã aprova aquisição da CureVac pela BioNTech
A fusão entre BioNTech e CureVac reforça a presença da indústria alemã no competitivo mercado global de terapias baseadas em mRNA. Imagem: Divulgação

Brasília, 14 de outubro de 2025

A Bundeskartellamt, autoridade antitruste da Alemanha, aprovou o plano da BioNTech SE para adquirir até 100% das ações da CureVac N.V. A operação será realizada por meio de uma troca de ações, conforme informado pela autoridade alemã nesta terça-feira (14).

As duas companhias ganharam projeção internacional devido às suas pesquisas sobre vacinas baseadas em RNA mensageiro (mRNA) durante a pandemia de COVID-19. A BioNTech é responsável pela COMIRNATY, desenvolvida em parceria com a Pfizer e atualmente seu único produto comercializado. Já a CureVac ainda não possui ingredientes ativos aprovados no mercado, embora tenha em andamento projetos de pesquisa com aplicações que vão além da imunização contra o coronavírus, incluindo o desenvolvimento de terapias oncológicas.

Segundo Andreas Mundt, presidente da Bundeskartellamt, não há sobreposição relevante entre as linhas de pesquisa das duas empresas. Onde há coincidência no uso da tecnologia de mRNA, a autoridade considerou que a concorrência permanecerá intensa, devido à presença de grandes empresas globais também ativas nesse campo.

Mercado de mRNA é dinâmico e competitivo

O órgão observou ainda que o campo de pesquisa em mRNA, embora recente, já conta com diversos participantes internacionais que desenvolveram suas próprias plataformas tecnológicas. Além disso, existem outros processos biotecnológicos capazes de alcançar resultados médicos semelhantes, o que amplia o grau de competição na área.

A operação foi examinada com base no limite de valor da transação, dispositivo que permite à autoridade alemã avaliar fusões envolvendo empresas ou ativos com baixo faturamento, mas valor de compra superior a 400 milhões de euros.

Segundo a Bundeskartellamt, o caso se enquadra nesse critério e não levanta preocupações concorrenciais.

Fonte: Bundeskartellamt

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