Brasília, 11 de agosto de 2025
O governo da Coreia do Sul decidiu estender por mais 60 dias a análise do pedido do Google para transferir dados de mapas locais para servidores no exterior. A medida, anunciada na última sexta-feira (8) pelo Ministério de Terras, Infraestrutura e Transportes, visa permitir que a empresa apresente propostas adicionais que atendam a preocupações de segurança nacional.
As autoridades sul-coreanas argumentam que devido ao estado de guerra não resolvido com a Coreia do Norte, a liberação irrestrita de informações geográficas poderia expor instalações militares e outros locais sensíveis.
Pressão norte-americana e impasse comercial
Autoridades dos EUA consideram as restrições sul-coreanas uma barreira não tarifária, que limita a atuação de empresas como Google e Apple no mercado local de navegação. O tema vem sendo discutido em meio às negociações comerciais entre os dois países, que fecharam um acordo no fim de julho, mas ainda não há confirmação se o assunto entrará na pauta da próxima cúpula entre líderes.
A empresa afirma que os dados de mapeamento não representam risco de segurança, pois já são de domínio público e passam por revisão de órgãos governamentais. Para tentar destravar o impasse, o Google negocia com as autoridades a adoção de medidas extras, como a compra de imagens borradas de fornecedores locais aprovados pelo governo.
Defesa e comércio em equilíbrio
O ministro dos Transportes, Kim Yoon-duk, reiterou recentemente que questões de defesa e segurança pública têm prioridade sobre interesses comerciais. Caso não haja consenso ao fim do novo prazo, o impasse poderá prolongar um entrave que afeta não apenas as empresas de tecnologia, mas também turistas estrangeiros que dependem de serviços de navegação mais completos.
Fonte: Reuters
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