Brasília, 8 de julho de 2025
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) recomendou a aprovação, mediante assinatura de Acordo em Controle de Concentrações (ACC), da aquisição da Elastikos (France) S.A.S. pela SINTOKOGIO, LTD. (Sinto).
A operação foi inicialmente apurada no âmbito de um Procedimento de Apuração de Ato de Concentração (APAC), instaurado em julho de 2024. A conclusão da Superintendência foi pela contestação da operação, mas com recomendação favorável à sua aprovação, condicionada à celebração de um ACC ou, alternativamente, à imposição de medidas restritivas.
Ato envolve mercado de abrasivos metálicos e equipamentos de jateamento
O Ato de Concentração nº 08700.007319/2024-66 consiste na aquisição, pela subsidiária brasileira da Sinto, da totalidade das ações da Elastikos — controladora do grupo Winoa, que atua na fabricação de abrasivos metálicos e equipamentos para tratamento de superfícies. Com isso, a Sinto passou a deter o controle unitário da Winoa, incluindo suas subsidiárias na Espanha e no Brasil.
Segundo as requerentes, a operação é complementar em termos de atuação geográfica e oferta de produtos, devendo gerar sinergias operacionais e facilitar a expansão da Sinto em países emergentes.
CADE identificou preocupações concorrenciais no mercado de granalhas de aço fundido
A análise identificou sobreposição horizontal entre as atividades da Sinto e da Elastikos nos mercados de abrasivos metálicos — especialmente granalhas de aço fundido, de arame de aço cortado e abrasivos de aço inoxidável —, além de sobreposição na fabricação e comercialização de equipamentos e ferramentas de jateamento, peças de reposição e serviços de manutenção.
O principal ponto de atenção da SG foi o mercado nacional de granalhas de aço fundido, no qual foram identificados baixos níveis de rivalidade, barreiras à entrada de novos competidores e escassez de importações. Esses fatores indicam um potencial exercício de poder de mercado pela empresa resultante da operação.
Avaliação técnica sustenta recomendação de ACC
Apesar das preocupações concorrenciais, a SG considerou que a operação pode ser aprovada, desde que as partes se comprometam a mitigar os efeitos anticompetitivos por meio de medidas estruturais ou comportamentais, formalizadas em um ACC. A recomendação segue agora para análise do Tribunal do CADE, que decidirá em última instância sobre a aprovação e as eventuais condições a serem impostas.
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