Marco Aurélio Bittencourt

Marco Aurélio Bittencourt

Professor do Instituto Federal de Brasília – IFB , na área de gestão e negócios. Doutorado em Economia pela Unb.

O Brasil explicado demais, mas compreendido de menos

O Brasil não carece de diagnósticos sofisticados; carece de uma pergunta simples, quase sempre evitada: por que regras democráticas existem, mas não valem para todos? A ela se soma outra, ainda mais incômoda: por que direitos constitucionais nunca são cumpridos de forma definitiva? A persistência da pobreza, em afronta direta à dignidade humana, é a prova inconteste de que o descaso com o povo brasileiro não é falha do sistema, mas parte do seu funcionamento. A mudança reparadora certamente exigirá empenho e persistência popular.

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Crescimento econômico, desigualdade estrutural e captura institucional no Brasil

A principal contribuição deste artigo consiste em identificar o afinamento tecnológico da estrutura produtiva e econômica como a característica distintiva do padrão contemporâneo de inovação, diferenciando-o tanto da lógica malthusiana de crescimento econômico quanto da destruição criativa schumpeteriana.

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Retórica e realidade na COP30: o silenciamento da crítica estrutural pela Tática do Ataque ao Mensageiro

O que houve foi a velha tática de se atacar o mensageiro para esvaziar sua crítica. O aparelho de defesa oficial escolheu o conforto da superioridade moral (o argumento anticolonial e a matriz energética) em detrimento da dolorosa confrontação da inferioridade factual (a pobreza, a infraestrutura e a irresponsabilidade na gestão de sua abundância).

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Em defesa do câmbio flutuante nos moldes de Friedman: contra a lógica intervencionista do novo desenvolvimentismo

Este artigo discute os fundamentos teóricos e empíricos do regime de câmbio flutuante, tomando como ponto de partida uma crítica às teses defendidas pelo novo desenvolvimentismo brasileiro.

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O Legado do Medo: Narrativa, Política e Autonomia na Pandemia de COVID-19

Se a pandemia ensinou algo aos gestores do poder, foi que o medo é eficaz, rápido e difícil de contestar. Mas a democracia sobrevive apenas onde o medo não sufoca o debate. É preciso lembrar: o medo protege, mas também adoece. E pode, como neste caso, ter matado menos do que curado, mas ferido mais do que se admite.

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Análise crítica: o verdadeiro desafio do valor agregado no Brasil, segundo Paulo Gala

O desafio do Brasil não é apenas produzir mais commodities, mas sim agregar valor a elas, diversificar a base produtiva e, acima de tudo, inserir-se em setores que gerem aprendizado tecnológico, empregos qualificados e sofisticação produtiva, rompendo o ciclo de crescimento volátil e dependente dos preços internacionais de matérias-primas. Essa é a mensagem básica que Paulo Gala nos trouxe e a endosso completamente.

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