China autoriza transferência do TikTok e acordo deve avançar nos EUA

Anúncio foi feito pelo secretário do Tesouro norte-americano após encontro entre Trump e Xi Jinping
China autoriza transferência do TikTok e acordo deve avançar nos EUA
TikTok se prepara para nova fase: acordo entre EUA e China promete encerrar disputa sobre controle da plataforma. Imagem: Reprodução/Canva

Brasília, 31 de outubro de 2025

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou nesta quinta-feira (30) que a China deu sinal verde para o acordo de transferência das operações do TikTok. A medida representa um novo capítulo nas negociações entre Washington e Pequim sobre o futuro do aplicativo de vídeos curtos, utilizado por cerca de 170 milhões de norte-americanos.

Em entrevista à rede Fox Business, Bessent afirmou que o processo de aprovação foi concluído durante reunião em Kuala Lumpur, logo após o encontro entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. Segundo o secretário, a expectativa é de que a transação avance nas próximas semanas, encerrando um impasse que se arrasta há mais de um ano e meio.

Entenda o impasse entre EUA e China sobre o TikTok

As discussões sobre o controle do TikTok começaram em 2024, quando o Congresso dos EUA aprovou uma lei exigindo que a controladora chinesa ByteDance vendesse os ativos da plataforma no país. O objetivo era garantir que os dados dos usuários norte-americanos ficassem fora do alcance de Pequim, em uma disputa que envolve tanto segurança nacional quanto soberania digital.

Com a nova legislação, a ByteDance recebeu prazo até janeiro de 2025 para concretizar a venda. Caso contrário, o aplicativo seria banido do território americano.

Estrutura do novo acordo e supervisão tecnológica

Em setembro deste ano, Trump assinou uma ordem executiva reconhecendo que a proposta de venda atendia aos requisitos da lei e estendendo o prazo final de implementação para janeiro de 2026. O documento também estabeleceu diretrizes para garantir que o algoritmo do TikTok — principal ativo tecnológico da plataforma — fosse adaptado e supervisionado por empresas parceiras dos Estados Unidos.

O plano prevê que a nova empresa responsável pelas operações do aplicativo em território americano tenha um conselho composto por sete integrantes, sendo seis norte-americanos e um indicado pela ByteDance. A companhia chinesa manterá uma participação minoritária, inferior a 20%, em conformidade com as exigências legais.

Congresso mantém cautela sobre o futuro da plataforma

Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda desperta desconfiança em parte do Congresso norte-americano. O deputado republicano John Moolenaar, que preside o Comitê Seleto sobre a China, manifestou preocupação com o possível licenciamento do algoritmo pela ByteDance, temendo que o arranjo preserve vínculos tecnológicos com a matriz chinesa.

Segundo ele, mesmo com a redução da participação societária, a manutenção de parte do código original poderia representar riscos à segurança de dados e à independência da operação americana do aplicativo.

Fonte: Reuters

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