Brasília, 18 de setembro de 2025
A Comissão Federal de Competência Econômica (Cofece) do México divulgou nesta segunda-feira (15) o resultado de uma investigação sobre o comércio eletrônico no país. O estudo apontou fatores que restringem a concorrência, com foco nas operações da Amazon e do Mercado Livre, mas terminou sem a adoção de medidas práticas devido à ausência de acordo entre os conselheiros.
A apuração teve início em fevereiro de 2024, após a publicação de um parecer preliminar que já alertava para a forte concentração do setor. Combinadas, as duas plataformas respondiam por quase 85% do mercado de vendedores e por 61% da base de consumidores nos marketplaces digitais mexicanos.
Principais barreiras identificadas
A investigação destacou quatro fatores principais que reforçam a posição dominante das plataformas: os efeitos de rede, que tornam as plataformas mais valiosas à medida que crescem; os altos custos de entrada que afastam novos concorrentes; a falta de transparência em critérios como a escolha da “oferta destacada” (Buy Box); e a vantagem logística para vendedores que utilizam os serviços das próprias empresas.
Além disso, a Cofece chamou atenção para estratégias de fidelização que combinam serviços diversos — como comércio eletrônico aliado a pacotes de streaming —, criando vínculos que dificultam a migração de consumidores para alternativas concorrentes.
Conclusões sem medidas práticas
Segundo a Cofece, essas práticas reduzem a mobilidade dos vendedores entre plataformas e enfraquecem a rivalidade no setor. Apesar disso, não houve consenso no Colegiado para aplicar medidas corretivas, diante da incerteza sobre o impacto concreto que elas poderiam gerar para consumidores e pequenos negócios.
Ainda assim, a Comissão ressaltou que os achados oferecem subsídios relevantes para futuras iniciativas públicas e privadas voltadas a estimular a competição e ampliar os benefícios do e-commerce para a sociedade mexicana.
Fonte: The Logistics World
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