CADE aprova aquisição do Instituto de Ciências Farmacêuticas pela QIMA Brasil
Negócio amplia presença da multinacional no setor farmacêutico brasileiro

Brasília, 3 de setembro de 2025
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/CADE) aprovou, sem restrições, o ato de concentração que envolve a aquisição da totalidade das quotas do Instituto de Ciências Farmacêuticas Ltda. (ICF) pela QIMA Brasil Ltda.
Segundo os documentos do processo, a operação tem como objetivo complementar a atuação da QIMA no setor de serviços técnico-científicos voltados à indústria farmacêutica, permitindo ampliar a presença da empresa no Brasil e diversificar sua oferta de serviços laboratoriais e clínicos.
Quem é a QIMA Brasil
A QIMA Brasil integra o Grupo QIMA, de origem em Hong Kong, e atua na prestação de serviços laboratoriais, de inspeção, testes e auditorias, com foco na verificação da conformidade de bens de consumo com normas técnicas e sanitárias.
No Brasil, a empresa desenvolve atividades que incluem certificação de processos, produtos e sistemas de gestão, desenvolvimento e licenciamento de softwares, ensaios laboratoriais de controle de qualidade, treinamentos técnicos e gestão de ativos intangíveis. A empresa atende cadeias produtivas em setores como agrícola, alimentício, cosmético, ambiental e farmacêutico.
O papel do Instituto de Ciências Farmacêuticas
Fundado em 2002, o Instituto de Ciências Farmacêuticas é um centro de pesquisa farmacêutica com sede em Goiânia (GO). Foi o primeiro laboratório brasileiro de bioequivalência e biodisponibilidade certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
A atuação do ICF é voltada à pesquisa clínica e inclui estudos de bioequivalência e biodisponibilidade, bioanálises, desenvolvimento de métodos analíticos, ensaios clínicos com novos medicamentos e consultoria técnico-regulatória para a indústria farmacêutica.
Impactos concorrenciais
Na análise do caso, o CADE concluiu que a operação não gera sobreposição de atividades nem integração vertical entre QIMA e ICF, já que as empresas atuam em segmentos distintos e especializados. Assim, a operação foi enquadrada no rito sumário e recebeu aprovação sem restrições.
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