CADE aprova aquisição da controladora do Grupo Pão de Açúcar pela família Coelho Diniz

Negócio no setor supermercadista envolve a rede Pão de Açúcar e fortalece a posição da família mineira frente ao grupo francês Casino

Brasília, 2 de setembro de 2025

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/CADE) aprovou, sem restrições, a aquisição de participação acionária da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) pela família Coelho Diniz. O grupo mineiro adquiriu 24,5% das ações da companhia em negociações na bolsa de valores, passando a figurar como um dos principais acionistas da empresa.

De acordo com o parecer da SG, o ato de concentração não gera sobreposição horizontal nem integração vertical, pois a CBD e a rede mineira atuam em municípios distintos e não competem diretamente entre si. Além disso, o grupo familiar não fornece produtos a terceiros, limitando suas operações ao próprio varejo.

Mercado de varejo de autosserviço

A CBD, controladora do Grupo Pão de Açúcar (GPA), atua fortemente no varejo de supermercados e lojas de proximidade, por meio das marcas Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar, Extra Mercado e Mini. A companhia também opera no e-commerce de alimentos, tanto em aplicativo próprio quanto em marketplaces parceiros.

Já a família Coelho Diniz é conhecida pela rede regional de supermercados Coelho Diniz, presente em sete cidades do leste de Minas Gerais.

Disputa societária com o Grupo Casino

A transação ocorre em meio à histórica disputa entre a família Diniz e o grupo francês Casino pelo controle do GPA. Com a aquisição, a família Coelho Diniz passa a deter uma fatia superior à do Casino, que possui 22,5% das ações. O movimento fortalece o poder da família na governança do grupo e já resultou em pedido de convocação de assembleia geral extraordinária para substituição do conselho de administração.

Decisão final

A análise da SG concluiu que a operação configura apenas uma substituição de agente econômico, sem efeitos negativos sobre a concorrência. Assim, o CADE aprovou a transação pelo rito sumário, consolidando a entrada da família Coelho Diniz como acionista relevante da CBD.

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