Brasília, 23 de junho de 2025
A Autoridade da Concorrência da Turquia abriu uma investigação formal para apurar possíveis práticas anticompetitivas da Google no setor de publicidade digital. O foco da apuração é a ferramenta “Performance Max” (PMAX), um recurso baseado em inteligência artificial que permite aos anunciantes acessarem todos os espaços publicitários da plataforma Google Ads por meio de uma única campanha.
Segundo o órgão regulador, o objetivo é verificar se a empresa estaria abusando de sua posição dominante ao concentrar dados e integrar serviços publicitários de forma a dificultar a atuação de concorrentes.
Principais pontos da investigação
Entre os aspectos que serão analisados, está a suspeita de que o Google possa estar utilizando seu poder no mercado de publicidade digital para beneficiar outras áreas de sua própria operação. A investigação também vai avaliar se os anunciantes são tratados de maneira justa dentro da plataforma ou se há algum tipo de favorecimento.
Outro ponto de atenção das autoridades turcas diz respeito à fusão de dados oriundos de diferentes serviços da companhia. A preocupação é que essa prática possa criar barreiras artificiais à entrada de novos concorrentes no setor.
Contexto regulatório internacional
O caso se insere em um movimento mais amplo de escrutínio global sobre práticas das grandes empresas de tecnologia no mercado digital. Diversos países têm conduzido investigações semelhantes para verificar se o domínio dessas plataformas compromete a concorrência e prejudica consumidores e anunciantes.
Além da apuração conduzida na Turquia, o Google enfrenta investigações semelhantes em diversas jurisdições. No México, a Comissão Federal de Concorrência Econômica (Cofece) pode aplicar à empresa a maior multa já registrada no país, caso conclua que houve monopólio no mercado de publicidade digital. Nos Estados Unidos, autoridades antitruste processam o Google por supostas práticas monopolistas nos setores de busca e anúncios online. O Brasil também retomou uma investigação envolvendo o uso de conteúdo jornalístico nos resultados de busca da plataforma. Já no Canadá, o Bureau da Concorrência contesta uma tentativa da empresa de barrar judicialmente uma apuração sobre abuso de posição dominante no mercado publicitário digital
Fonte: Investing
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