Autoridade italiana investiga empresa chinesa de IA por riscos de desinformação

AGCM apura se DeepSeek deixou de alertar usuários sobre possibilidade de conteúdos falsos gerados por sua ferramenta

Brasília, 17 de junho de 2025

A Autoridade de Concorrência e Mercado da Itália (AGCM) anunciou, nesta segunda-feira (16), a abertura de uma investigação contra a startup chinesa de inteligência artificial DeepSeek. O órgão antitruste apura se a empresa falhou em alertar adequadamente os usuários sobre a possibilidade de seu sistema gerar informações falsas, enganosas ou completamente inventadas — fenômeno conhecido no setor como “alucinação de IA”.

De acordo com o comunicado oficial, a DeepSeek não teria fornecido avisos “claros, imediatos e inteligíveis” sobre esse risco. A falta de transparência pode representar violação às normas de proteção ao consumidor, uma das áreas de atuação da AGCM.

Pressão crescente sobre empresas de IA

O caso ressalta o crescente escrutínio regulatório sobre desenvolvedores de inteligência artificial, especialmente no que se refere ao uso responsável da tecnologia. A possibilidade de os sistemas produzirem desinformação tem sido motivo de atenção por autoridades em diversos países, que buscam garantir o cumprimento das legislações já existentes para a proteção dos usuários.

Apesar do anúncio da investigação, ainda não há informações sobre possíveis penalidades ou prazos para a conclusão do processo.

Histórico de problemas na Itália

Esta não é a primeira vez que a DeepSeek enfrenta questionamentos no país. Em fevereiro, a Autoridade Italiana de Proteção de Dados (GPDP) já havia determinado a suspensão do acesso ao chatbot da empresa por descumprimento de exigências relacionadas à sua política de privacidade.

Segundo matéria da Reuters, até o momento, a DeepSeek não se manifestou publicamente sobre a nova investigação.

Fonte: Reuters

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