A PEC do estado de emergência: quando o hoje vira o amanhã e o amanhã …. sei lá!!

Editorial
A aprovação da PEC 01/2022, que institui estado de emergência até o final do ano para ampliar o pagamento de benefícios sociais, ocupou e ocupa as atenções das Casas Legislativas Federais, do Poder Executivo Federal e de todos os interessados na matéria, como por exemplo, as pessoas diretamente interessadas no recebimento do recurso.
A situação e a oposição dizem ser favoráveis a PEC do estado de emergência porque entendem que há uma necessidade urgente de distribuir renda para o grande contingente que está a passar fome. No entanto, divergem frontalmente no que diz respeito as causas do atual cenário de pobreza existente no Brasil.
A situação justifica o atual cenário da economia brasileira a partir dos efeitos negativos deixados pela pandemia da Covid-19 e pela guerra na Ucrânia. A oposição, por seu turno, atribui a administração do Executivo Federal a culpa pelo aumento da pobreza no Brasil.
É!! Está faltando pão!! E “em casa que falta pão, todo o mundo grita e ninguém tem razão”, com exceção da população mais necessitada. Esta grita e tem razão em gritar. Afinal, o pão acabou e o desespero chegou!!!
Com relação a ausência de pão, não há o que se fazer senão ampliar a transferência de renda. A questão que se coloca é que a decretação de estado de emergência neste momento tem efeitos intertemporais na dívida pública e, como consequência, pode também ter efeitos intertemporais na pobreza.
O que fazer?
Bom!! A escolha já está sendo feita. Inês é morta!!! Há uma grande chance do Parlamento brasileiro decidir pela transferência de renda. Nenhum político quer ser taxado de insensível a fome pelos seus eleitores. Afinal, o político vive dos eleitores, não é mesmo?
O questionamento que fica é se a aprovação da PEC resolve a fome ou se esta fome de hoje está a ser transferida para o amanhã, pois com o passar do tempo, o amanhã será o hoje.
