Mexer no ICMS no curtíssimo prazo – 2ª parte. Quais os efeitos sobre a economia que o modelo keynesiano apresenta?

Sábado | 04 de junho de 2022

A saga continua!!

Neste editorial apresentamos mais algumas lições sobre impostos e suas consequências econômicas a partir do modelo keynesiando simplificado.

Recordemos a equação de produto:

Y=1/(1-c)*(C0-cT+I+G)

Em equilíbrio Y=DA

DA=1/(1-c)*(C0-cT+I+G)

Com a redução do imposto de T para T`, onde T`<T, temos:

DA`=1/(1-c)*(C0-cT`+I+G)

A figura apresenta o efeito da redução dos impostos no modelo simplificado keynesiano:

Figura 1. Deslocamento da curva de demanda agregada com resultado da redução de impostos

No modelo keynesiano simplificado, os preços são praticamente fixos e a consequência de uma redução nos impostos ou fixação destes, conforme o que se tem observado na proposta do ICMS, é:

  • Efeito sobre o produto da economia; e
  • Efeito sobre o orçamento.

Ao fazer este movimento, o que o governo consegue no curtissimo prazo é um efeito positivo no PIB e uma piora no orçamento.

Lembrem-se que o orçamento do governo é formado pelos impostos (receitas) e pelos gastos do governo (O=T-G), se o volume de impostos arrecadados cai e os gastos do governo permanecem constantes, o orçamento do governo também cai.

Naturalmente que há uma escolha a ser feita. O que a teoria econômica nos diz sobre estes efeitos no médio e longo prazo?

Sigamos construindo o passo a passo!!!

Aguardem o próximo editorial!!!

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