CADE aprova aquisição de controle da Allrede pela BTT Telecomunicações

Processo ordinário analisou efeitos sobre os mercados de banda larga, telefonia fixa, TI e infraestrutura de rede

Brasília, 26 de agosto de 2025

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/CADE) aprovou, sem restrições, o ato de concentração que envolve a aquisição de 55% da Allrede Participações S.A. pela BTT Telecomunicações S.A. A decisão foi formalizada por meio de despacho publicado na última sexta-feira (22).

O processo foi conduzido pelo rito ordinário, em razão da relevância concorrencial da operação. Segundo o parecer técnico da SG, a análise contemplou os impactos nos mercados de banda larga fixa para acesso à internet, telefonia fixa, serviços de TI com ênfase em data center e oferta atacadista de infraestrutura de telecomunicações.

Quem são as empresas envolvidas

A BTT é subsidiária integral da Brasil Tecpar Serviços de Telecomunicações, pertencente ao Grupo Tecpar, que atua há quase três décadas no setor. O grupo oferece serviços de banda larga fixa, telefonia, TI e data centers, além de infraestrutura de rede para outros provedores. Está presente em sete estados brasileiros, com faturamento acima de R$ 750 milhões em 2024.

A Allrede é uma holding que controla empresas do Grupo Allrede, como a Allrede Telecom, provedora de acesso à internet por fibra óptica, com presença predominante em Mato Grosso, além de operações no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. O grupo também atua em serviços digitais, desenvolvimento de softwares e comercialização de livros digitais.

Detalhes da operação e análise concorrencial

A transação envolveu a aquisição de 55% do capital social da Allrede por parte da BTT, caracterizando aquisição de controle unitário. Os vendedores permanecerão com participação minoritária e sem poder de decisão, conforme acordo de acionistas. O negócio representa para a BTT a entrada nos mercados de Goiás e Distrito Federal, além da ampliação de sua atuação em Mato Grosso e Minas Gerais.

A SG identificou sobreposição horizontal na oferta de banda larga fixa e na infraestrutura de telecomunicações, bem como integrações verticais entre os serviços das duas companhias. Após avaliação, concluiu que a operação não gera riscos à concorrência, o que resultou na aprovada sem restrições.

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